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Congregação das Irmãs

Missionárias de São Carlos Borromeo

 Scalabrinianas

 

www.scalabriniane.org

E-mail: madreassunta@gmail.com

© 2019 by Irmãs Scalabrinianas.

Desenvolvido por Felipe Silva

Mensagem da Postuladora

Irmã Leocádia Mezzomo

MENSAGEM PARA A FESTA DA BEM-AVENTURADA ASSUNTA MARCHETTI, 2018.

Queridas coirmãs e formandas!

Estamos vivendo o mês de junho dedicado à devoção ao Sagrado Coração de Jesus, mês muito especial para a nossa querida Madre Assunta Marchetti, pois era Nele que ela depositava toda a sua confiança.  Vivendo com gratidão o amor do Coração de Jesus por nós, estaremos preparadas para celebrar a festa litúrgica de nossa Cofundadora.

A Congregação do Culto e Disciplina dos Sacramentos estabeleceu como dia de festa da Bem-aventurada Assunta Marchetti, o 1º de julho. É uma alegria para todas nós, podermos, neste ano, celebrá-la no domingo. Irmãs esta é uma bela oportunidade para divulgarmos sua devoção entre os fieis nas santas missas da comunidade paroquial onde está inserida nossa comunidade religiosa.

Desejamos lembrar que todas as comunidades receberam as orações próprias da Santa Missa da Bem-aventurada Assunta. Por isto, em diálogo com os sacerdotes, podem propor para que eles recitem, após ter rezado a do domingo, aquela oração própria da festa da Bem-aventurada Assunta que se encontra no livrete intitulado: Missal para as Missionárias Scalabrinianas. Nele se encontram, como sugestão, as orações próprias da Missa, preces dos fieis e comentários.

Assim, em unidade com a Congregação, e em especial com a Bem-aventurada Assunta que tinha um grande amor a Jesus eucarístico e ao Sagrado Coração de Jesus, vamos crescendo no cultivo de uma espiritualidade forte, certas que, um dos caminhos para o céu, é uma espiritualidade centrada na pessoa de Jesus, na sintonia com o Espírito santo, para realizar a vontade do Pai. 

Sabemos que, sem uma intensa vida de oração, que nos mergulha no Coração de Deus, é impossível galgar os degraus da santidade. Santidade é ser como Maria Santíssima, como Santa Teresa, como o Beato Scalabrini, como a Bem-aventurada Assunta: sempre  “Buscando as coisas do alto”, “de olhos fixos em Jesus” e,  servindo os migrantes e refugiados que o Senhor nos dá.

A Bem-aventurada Assunta sabia estar aos pés do Mestre de dia e de noite, participar da eucaristia, numa crescente intimidade com sua pessoa, e agiu, ao mesmo tempo, na história.  É assim que nós também seremos, mais facilmente, continuadoras de sua vida e missão, colaborando para que a realidade dos migrantes e refugiados se pareça mais com o sonho de Deus para todos: que “Todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo10,10).

Abençoada festa da Bem-aventurada Assunta Marchetti. 

São Paulo, 1º de julho 2018

Ir. Leocádia Mezzomo,mscs

Postuladora

MENSAGEM PARA A FESTA DA BEM-AVENTURADA ASSUNTA MARCHETTI, 2017.

Humildade: coroa da Bem-aventurada Assunta Marchetti

“Humilhai-vos diante do Senhor e ele vos exaltará” (Tg 4,10).

 

 

Estimadas Irmãs, formandas e Leigos Missionários Scalabrinianos. 

 

Certamente estamos preparando a celebração da festa Litúrgica da Bem-aventurada Assunta Marchetti. Celebrar a sua festa é relembrar nossa vocação à santidade. É louvar a grandeza de Deus que realiza maravilhas nos humildes. É convite a crescer na esperança dos bens futuros, poderosa força que nos impele ao desapego do irrisório, do passageiro, de tudo o que poderia atrair glórias terrenas.  “A humildade é o fundamento da oração; é disposição para receber o dom da oração, pois o homem é um mendigo de Deus”.[1] Como poderia Assunta ter sido uma mulher humilde sem oração? [2]

 

Ciente que trilhar o caminho de Deus, é abrir humildemente as janelas da alma para que a luz de Deus pudesse entrar, pois o caminho para a união com Deus não consiste tanto em "fazer”, mas em deixar-se fazer por ele, Assunta assim fez. Assim o caminho da santidade foi sendo tecido pouco a pouco, com muita humildade e discernimento nas escolhas de cada dia: “Coloquemo-nos nas mãos de Deus e façamos a sua vontade”. Deixar a Deus a primazia em tudo, esquecer-se de si mesma, servi-lo no próximo, foi a vida da nossa Cofundadora que com humildade afirmava: “Quanto mais inúteis nos sentimos, mais Deus vem a nós com sua graça”.

 

Nosso enfoque nestes dias de preparação para a celebração de sua festa litúrgica é o de refletir sobre a virtude da humildade que marcou profundamente a Bem-aventurada Assunta e implorar este dom para nós a fim de vivermos como ela viveu e, sem o qual nada valem nossos esforços humanos, pelo contrário, seríamos como os construtores da “torre de Babel” minados pelo orgulho! 

 

Nosso Deus é um Deus resiste aos soberbos, mas da graça aos humildes (cf. Lc 1,51). Ele nos quer humildes e serviçais, filhas e filhos amados a serviço dele, no Reino que é dele, especialmente entre os migrantes e refugiados mais vulneráveis. Ela percebia as necessidades dos mais vulneráveis, fazia-se serva, reconhecia a própria insignificância criatural, não se lamentava de nada. Como recomenda São Pedro, Assunta soube “Revestir-se de humildade em suas relações mútuas” (1Pd 5,5ª). Sua veste era realmente o manto da humildade: “A humildade é o manto de Deus. Quem se reveste deste manto, reveste-se do próprio Cristo” (Isaac, o sírio).

 

Podemos crer que, sempre de novo, colocava-se nas mãos de Deus, como serva obediente, tecendo os dias com humildade: “Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que na ocasião própria  vos exalte” (1Pd 5,6). A beatificação é um garante que “Deus exalta os humildes”.

 

 Lendo o edificante texto das suas Virtudes[3] deparamo-nos com testemunhos como este: “Era muito humilde! Sem fazer-se notar limpava os sapatos da irmãs”.[4] Mas a humildade vai além destes gestos, tem sua origem no reconhecimento da própria pequenez, do ser “terra”, “húmus” e por isto capaz de acolher o amor gratuito de Deus, e nele e com ele servir! Servir e louvar, humilhar-se e exaltar a Deus, orar e servir o próximo: seu programa de vida.  Assunta foi assim, foi um pouco como Maria que soube “engrandece a Deus” (Lc 1,46) e servir ao plano do Filho. Da santa Mãe Maria, ‘sua companheira de jornada com o rosário entre as mãos’, aprendeu a humildade, humildade que atrai Deus!

 

A vida da Bem-aventurada Assunta, “uma das mendigas de Deus”, é rica de fatos, mais que de palavras. Neles expressava Deus que ama os pequenos e necessitados nos quais ela sabia “ver a carne sofrida de Cristo”, como diz o Papa Francisco e se desdobrava em socorrê-la. O fato ocorrido em 1924, quando chegada a Monte Alto para assumir a missão junto aos doentes da Casa de Misericórdia, é prova eloquente disto. O primeiro doente a ser nela acolhido foi um homem negro. Ainda não havia sido contratado o pessoal da enfermagem, por isto ela improvisou uma cama no corredor para atendê-lo, caso necessitasse de algo durante a noite.[5] Humildade que é “um abaixar-se”, um modo de saber-se criatura, serva de Deus, não senhora! Só o “Esposo celeste” é digno de glória, louvor e exaltação.

 

A Cofundadora nos convida a viver o encontro com o migrante, com o refugiado, com a coirmã, em atitude de humildade, pois ela gera “entranhas que acolhem” e assim poderá acontecer o milagre do encontro, mesmo na “cultura da indiferença”, em que a sociedade está imersa e o outro pode tornar-se irmão para nós, para mim! Desta forma, até a Reorganização Congregacional caminhará a passos largos e amorosos!

 

 Nosso encontro com o irmão, com o migrante, com as coirmãs será possível se deixarmos Deus conduzir nossa história. Sem ele, nosso apostolado é agitação; nossas reuniões aqui e acolá, turismo; nossas leituras, álibis do dever cumprido.  É o amor, a paciência do Senhor e sua misericórdia para conosco que ‘matam o orgulho’ e fazem crescer a verdadeira humildade.

Irmãs, formandas e Leigos Missionários Scalabrinianos, a humildade é um caminho especial que leva aos céus e aos irmãos necessitados. As decepções, as doenças, o desprezo, a velhice, serão trampolins em uma jornada que tem seu ápice na casa do Pai: “Mesmo em meio às cruzes e às tribulações, estou contente e agradeço ao Senhor que me faz sofrer neste mundo para poupar-me na eternidade”.

 

Imploremos a intercessão da Bem-aventurada para aprendermos a verdadeira humildade e podermos ser humildes servas/os na Igreja e na Congregação.

 

Abençoada festa da Bem-aventurada Assunta Marchetti para todos nós!

 

Irmã Leocádia Mezzomo

Postuladora da causa de Canonização

 

 

 

[1] Catecismo da Igreja Católica, n.2559; cf. Sto Agostinho.

[2]  Ver livro de Irmã L. Bondi. Virtudes da Serva de Deus. Madre Assunta Marchetti. Ed Loyola. S. Paulo.

[3] L. Bondi. Virtudes da Serva de Deus. Madre Assunta Marchetti.

[4] Idem. p.245.

[5] L. Bondi. Madre Assunta Marchetti. Uma vida Missionária. Ed. CSEM, Brasilia. 2011. p.169.